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Um enredo, várias histórias

Boa tarde, meus queridos leitores! Hoje irei falar um pouquinho sobre Oficinas Literárias, e sobre um projeto que tive a honra de participar, onde está também nossa querida Editora/Chefe Perla de Castro.

Primeiramente, você sabe o que é uma Oficina Literária? Não? Pois vou lhe explicar. Oficina Literária, também conhecida como: escola de escritores, laboratório de textos, redação criativa entre outros, nada mais é do que, um curso prático onde envolve técnicas de criação e escrita. Nesse curso, os escritores tanto os novatos, quanto os que já tem um tempo de experiência procuram se aprimorar, trocando ideias, discutindo formas de escrita, enredos, personagens. Os americanos talvez seja, o povo que mais divulgou esse tipo de projeto.

Existem alguns escritores que ajudam a ministrar essas oficinas aqui no Brasil: Lourenço Mutarelli, Marcelino Freire, Ivana Arruda Leite, entre outros. Temos também uma escritora gaúcha que é um grande destaque ultimamente na mídia que fez isso. Rô Mierling.

Rô é a nova contratada da editora DarkiSide, e também coordenadora de várias Antologias pela editora Illuminare. Ela sempre está divulgando e incentivando os novos escritores, e fazendo projetos. A editora Illuminare, já faz um projeto parecido assim desde 2014, com o tema: Natal sem Luz. Esse é um tipo de “concurso”, onde os escritores mandam suas histórias, baseada em um enredo e cenário. Esse enredo se passa em uma vila no interior dos EUA. São 20 casas, 20 histórias de arrepiar sobre um Natal se Luz. Todo final de ano, eles fazem isso, e se você for um dos selecionados, tem um certificado de destaque (se você gosta de escrever e se interessou, vai pensando ai na possibilidade de fazer parte dessa vila no final do ano).

Porém, o ano passado, mais precisamente no mês de outubro, Rosana e a Illuminare, fizeram uma Oficina Literária, onde abriram 20 vagas para esse curso. A diferença desse projeto para o outro é que, os escritores tiveram aulas, dicas de livro, exercícios, bate papo interativo e trocas de ideias. Esses 20 escritores que participaram, tiveram uma experiência, digamos, FANTÁSTICA (digo por experiência própria, fui uma das que participou). Os contos baseados em um enredo aterrorizante, ficaram bem interessantes. Alguns escritores se interagiram de um jeito, onde mencionavam os personagens de outro conto na sua própria história. As histórias são de arrepiar. Padres, suicidas, drogados. Enfim, só lendo para ver e ter uma ideia de como ficou. Vou deixar aqui a sinopse do livro para você ficar mais curioso:

A CIDADE

Uma cidade onde a poeira está sempre no ar e nas noites, que em geral possuem muitas nuvens, a lua quase não ilumina as estreitas ruas e as mal fadadas avenidas. Localizada próxima ao Deserto de Tule, Nevada, EUA, a pequena cidade está na divisa com o México, favorecendo o aparecimento dos mais inusitados e insólitos personagens.

A CONSTRUÇÃO
Na pequena cidade, um velho prédio tem uma história triste e macabra. Localizado na Avenida Murkinesse 666, o prédio foi construído pelo governo na década de 50, para ser cedido a famílias necessitadas. Muitas dessas famílias passaram a habitar o prédio, e tiveram ali suas histórias interrompidas quando na década de 60 múltiplos assassinatos mancharam de sangue as paredes e escadarias do malfadado prédio. Em cada apartamento morava uma ou mais crianças. ​


A NOITE DO INFERNO
Na madrugada do dia 31 de outubro de 1966 por volta das três da madrugada a eletricidade do prédio foi subitamente interrompida (ou cortada) e na escuridão total, passos apressados se ouviram nos corredores de todos os andares. Portas foram abertas e todas as crianças foram arrancadas de seus apartamentos. Suas famílias, em desespero, saíram a procura de seus filhos, netos ou sobrinhos. Mas na noite escura nada se podia fazer. O dia amanheceu e na portaria do prédio se via um rastro de sangue que levava ao final da avenida, onde os corpos de todas as crianças jaziam mutilados.

INTERDITADO

A polícia foi acionada, e interditaram todo o prédio. As famílias foram relocadas em outros lugares e as investigações duraram meses, sem encontrar explicações ou suspeitos. Na dúvida, o prédio ficou interditado e com o tempo passou a ser uma construção abandonada. ​
NOVOS MORADORES
O tempo passou e na virada do século, mais precisamente no ano 2000, o governo local fez umas poucas reformas no prédio e o liberou para moradia de famílias consideradas marginalizadas. Sem cobrança de aluguel. Qualquer família que chegasse ao prédio, e tivesse coragem, poderia habitá-lo. Aos poucos, drogados, prostitutas, jogadores e diversos indivíduos de moralidade dúbia tomaram conta do prédio e seus devidos apartamentos.

A ZELADORA 

E uma das primeiras moradoras foi a Sra Loneliness, para quem a luz do dia era desagradável. Uma senhora raquítica, com pele muito branca, costas encurvadas e cabelos pretos acinzentados, sebosos e sem vida. Pela sua intolerância a luz do dia, ela optou por se abrigar no sótão do prédio, uma área relativamente grande, com um banheiro e uma pequena área interna. Recolhendo móveis em lixeiras ou comprando em pequenas garagens de móveis usados, conseguiu reunir o básico para tornar o sótão sua casa. Sendo a primeira a se abrigar no velho prédio, passou a rondar os corredores, logo ao anoitecer, varrendo o lixo, tirando os entulhos e verificando uma ou outra pequena coisa que pudesse arrumar naquela depreciada construção. A Sra Loneliness tornou-se a “zeladora” do 666 da Murkinesse.

DIAS ATUAIS
Em 2016, o prédio possui cinco andares, quatro apartamentos por andar e todos os apartamentos ocupados pelos mais diferentes moradores.
Mas quem mais mora no 666 da Murkinesse? Quem são as crianças que acenam pelas janelas do prédio em certas noites escuras? Porque tanto barulho nos corredores ao se aproximar as três horas da madrugada? Quem são os verdadeiros e atuais moradores desse prédio tão cheio de escuridão e sombras?

 

Interessou? Então vou deixar aqui o link para vocês adquirir essa obra incrível. E me despeço de vocês com uma frase minha que está no livro. Até a próxima!

“Sabe, nunca acreditei no inferno. Como eu me enganei. Ele existe. É real e tem endereço. Descobri isso depois que cruzei aquela porta.”

Lisa Hallowey

 avenida

https://www.livrariailluminare.com.br/

 

 

Comments:
  • Flavia Grando
    28 de março de 2017 at 02:45

    Parabéns!!

    • Elisangela
      2 de abril de 2017 at 16:15

      Obrigada, linda <3

  • Elis Medeiros
    29 de março de 2017 at 12:36

    Uau!!! Amei as dicas!!!

    • Elisangela
      2 de abril de 2017 at 16:14

      Que bom que gostou, linda, fico feliz 🙂

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