Trilogia Hatchet – Terror nos pântanos da Louisiana

Que tal aproveitar o final de semana para assistir um filme do tipo slasher com uma pegada anos 80 da melhor qualidade? A trilogia Hatchet pode ser uma excelente opção.

Dizer que o filme bebeu da fonte dos clássicos slasher dos anos 80 (Sexta-Feira 13, Hallowen, etc etc) é pouco. Os filmes dessa trilogia vão contra as tendências atuais mais badaladas do cinema (uso excessivo de CGI, jumpscares) e acerta resgatando o melhor que os anos 80 ofereciam no quesito terror.

Mas o que seria um Slasher, Hedjan? Segundo nossa amiga de todas as horas, a tia Wikipedia,

Slasher é um subgênero de filmes de terror quase sempre envolvendo assassinos psicopatas que matam aleatoriamente”. 

Ou seja, é uma daquelas coisas que você já viu e não sabia o nome… provavelmente você chama de “procaria qualquer”, ou “trashão”. Dá até pra impressionar alguns amigos em conversas sobre filmes!

Enfim, aqui no Brasil o filme recebeu um título bastante genérico, Terror no Pântano. O problema com esse tipo de nome é 91-ALD9Ti9L._SL1500_que dá a ideia de que você vai assistir apenas mais do mesmo. Mas Hatchet é bem mais do que apenas mais um filme sangrento.

Os três filmes (Hatchet, 2006; Hatchet 2, 2010; Hatchet 3, 2013) foram escritos pela mesma pessoa, Adam Green, ator e cineasta, que também dirigiu os dois primeiros. Esse é um ponto positivo para o filme, que não peca por cometer o principal erro desse tipo de filme: ruptura na continuidade da história e da concepção inicial.

Outro ponto muito positivo, e que faz falta nos filmes de terror/horror atualmente: personagens interessantes. Um erro comum em muitos filmes atuais é o de apresentar personagens com os quais não dá pra se importar. Quando você está assistindo um filme desses e começa a torcer para que o personagem morra logo, que o assassino acabe logo com aquelas pessoas irritantes, alguma coisa está muito errada.

 

Hatchet-2006-Movie-8Em resumo, a história do filme mostra o primo da Lousiana de Jason Vorhees. Seu nome é Victor Crowley. As lendas da cidade falam sobre um garoto que nasceu com deformidades no rosto e que era mantido isolado do resto da cidade por seu pai, Tomas Crowley (Kane Hooder). Por causa de um acidente, o pequeno Victor acaba sendo morto por seu pai. Anos depois o garoto volta do mundo dos mortos e, agora transformado em uma máquina de matar, começa a matar qualquer um que se aventure pelos pântanos da Lousiana, mais especificamente um local chamado Honey Island Swamp.

Os três filmes se passam em um período curto, cerca de três ou quatro dias. No primeiro filme, um grupo de turistas (um nerd que levou um pé na bunda de sua namorada, seu melhor amigo, uma garota solitária, um casal de meia-idade, um produtor de filmes pornôs e suas duas atrizes, o condutor da excursão) se aventura por um passeio no pântano. Eles acabam ilhados em Honey Island Swamp e…

Os outros filmes retomam exatamente de onde o último parou, sempre acrescentando mais da história de Victor Crowley e de seu pai, mostrando mais personagens com papéis chaves na história. Em resumo, Adam Green conseguiu fazer uma trilogia que pode, tranquilamente, ser assistida como um único filme.

O elenco é um espetáculo a parte. Além de interpretar Tomas Crawley, como já foi mencionado, Kane Hooder interpreta o assassino do filme, Victor Crowley. Se você não reconheceu o nome, Kane Hooder o único ator que interpretou Jason Vorhees mais do que uma vez (Sexta-Feira-13 parte 7, parte 8, Jason Vai Para O Inferno e Jason X). O ator, de 62 anos e 1,92m, inclusive deu contribuições interessantes para o personagem do serial killer: Jason não deveria matar crianças, nem cachorros e nem correr atrás de suas vítimas. Uma história interessante: Em Sexta-Feira 13 – Parte 8 (1989), no roteiro original, Jason, entre uma morte e outra, deveria chutar um cachorro. Hooder se recusou fazê-lo, dizendo que Jason matava pessoas, mas não era perverso a tal ponto de chutar um cachorro. Grande cara!

Antes e Depois
Antes e Depois

Outra personagem principal é Danielle Harris, que interpreta Marybeth Sampson. Harris tem um currículo impressionante, tendo começado sua carreira de atriz aos 7 anos, participado de vários filmes da série Hallowenn (lembra da sobrinha de 9 anos de Michael Mayers? É ela!). Ah, sim. Ela também possui o título de Rainha do Grito.

Só uma observação: outra atriz faz Marybeth no primeiro filme. Tamara Feldman, por algum motivo, não participou da continuação.

 

 

Outros mitos do horror aparecem na série fazendo participações especiais. Robert Englund (o eterno Freddy Kruger), Joshua Leonard (A Bruxa de Blair), John Carl Buechler (diretor de Sexta-Feira 13 parte 7, especialista em maquiagem e efeitos especiais), Derek Mears (que interpretou Jason Vorhees no rebbot de Sexta-Feira 13), RA Mihailoff ( o Leatherface de O Massacre da Serra Elétrica duas vezes), Sid Haig (o Capitão Spaulding de A Casa dos 1.000 corpos), Tony Tod (Candyman, William Bludworth na série de filmes Premonição).

Sampson Dunston.
Sampson Dunston.

Em resumo, a trilogia Hatchet é mais do que recomendada para uma maratona de filmes assustadores. Sem contar que, agora que o novo filme da série saiu (Victor Crowley) é bom pra entender a gênese desse monstro moderno que já tem seu lugar garantido entre os outros assassinos do cinema.

Até a próxima!

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