Tenho uma Criança Especial em minha Sala de Aula

Todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível independentes de quaisquer dificuldades ou diferenças…

É o que diz o item 7 da Declaração de Salamanca, ( 1994) que gerou Diretrizes pra a Educação Inclusiva no Mundo. Segundo essa concepção, a escola deve estar preparada para receber todos os tipos de alunos. Uma criança com síndrome de Down, por exemplo deve frequentar o ensino regular com outras crianças.

O mesmo podemos afirmar com crianças com déficit de atenção, hiperatividade ou autismo as atividades podem e devem ser adaptados a tantas outras formas de avaliação seguindo as peculiaridades de cada criança.

Melhorar as condições da escola é formar gerações mais preparadas para viver a vida na sua plenitude, livremente, sem preconceitos, sem barreiras. Não podemos nos contradizer nem mesmo contemporizar soluções, mesmo que o preço que tenhamos de pagar seja bem alto, pois nunca será tão alto quanto o resgate de uma vida escolar marginalizada, uma evasão, uma criança estigmatizada, sem motivos.

A escola prepara o futuro e de certo que se as crianças conviverem e aprenderem a valorizar a diversidade nas suas salas de aula serão adultos bem diferentes de nós, que temos de nos empenhar tanto para defender o: indefensável.

É importante frisarmos que o apoio da família, a comunicação entre profissionais e entre familiares, bem como a participação dos mesmos em atividades dirigidas a esta demanda de crianças, podem sanar um pouco do desafio existente no processo de inclusão. Dessa maneira, com a utilização de práticas pertinentes, a criança especial será melhor atendida e incluída, tornando as estratégias de ensino aprendizagem  eficazes e acessíveis a todos.

Acredito que o processo inclusivo deve permitir que a criança desenvolva suas potencialidades educativas com os outros estudantes, visto que a socialização não necessariamente ocorra apenas na escola, pois é realizada em diversos ambientes.

Desde os tempos remotos, é possível notar teorias e práticas sociais de discriminação, provendo situações de exclusão. Tais situações envolviam não só as pessoas com necessidades especiais, mas também outros segmentos de nossa comunidade como: negros, índios, pobres, mulheres, trabalhadores, camponeses. As pessoas desses segmentos eram vistas de uma forma depreciativa.

Diversos segmentos da sociedade são estigmatizados, todavia quando se trata de pessoas com necessidades especiais, o estigma se destaca, pois de uma forma geral as pessoas pouco conhecem a respeito das anormalidades, acentuando assim a diferença como algo negativo.

Falar sobre inclusão envolve solidariedade e comprometimento não só dos profissionais da escola, mas também, da comunidade e da família. A partir da união destes participantes é que se torna possível a realização de um trabalho duradouro e concreto.

Ou seja, ações voltadas para a formação inicial e continuada dos educadores, melhores condições materiais e físicas da escola, troca de experiências entre os pares, sensibilização das famílias, maior aproximação família e escola, entre outros fatores para que se busque a efetivação da inclusão tão fundamental e importante para todos os envolvidos e consequentemente  para o mundo.

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