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“O Cão do Baskervilles”

“Rua Baker, 221B, Londres, Inglaterra”. Eis o endereço do detetive mais famoso e singular da história literária policial, Sherlock Holmes. Esse personagem tão conhecido e aclamado pelo público foi criado por Sir Arthur Conan Doyle (Escócia, 22 de maio de 1859 – Inglaterra, 7 de julho de 1930) no final do século XIX. Foram ao todo, 56 contos e 4 romances narrando as aventuras de Holmes e seu parceiro, Dr. John Watson, que de acordo com o autor residiram entre 1881 e 1903 na Baker Street, e é sobre um desses livros que falarei hoje.

 

“O Cão do Baskervilles”

Em mais uma aventura, Holmes e seu aliado enfrentam algo diferente, ou melhor dizendo, sobrenatural.476

Era um dia, aparentemente como qualquer outro, o detetive testava as habilidades de dedução do seu parceiro a partir de uma bengala esquecida na noite anterior por um visitante efêmero. Sherlock e John estavam discutindo a hipotética identidade do desconhecido, quando o visitante retornou, e este era, Dr. Mortimer.

Dr. Mortimer necessitava do auxílio do detetive quanto à uma lenda da família dos Baskervilles, a mesma já havia levado a vida de muitas gerações de Baskervilles, e mais recentemente a vida de Sir Charles Baskeville. O médico, também executor do testamento do falecido, receava pela vida do mais novo dono da mansão, Sr. Henry Baskerville.

A maldição, tão temida por gerações, começou com Hugo Baskerville entre os séculos XVII e XVIII, quando o jovem raptou a filha de um fazendeiro, por quem era apaixonado. Hugo a levou para a mansão e trancou-a em um quarto no andar superior, enquanto que ele e seus companheiros embriagavam-se no térreo. A moça estava tão apavorada que fugiu, assim que Baskerville descobriu, em um ato de fúria, decidiu persegui-la pela floresta, logo que encontrou a jovem, a matou. Em seguida, foi assassinado por um gigantesco cão demoníaco. O ato foi testemunhado por alguns de seus amigos, que ficaram aterrorizados. Desde então, as gerações seguintes de Baskervilles sofreram mortes violentas, estranhas e repentinas.

Logo, Sherlock não ficou impressionado com a história, mas quando fatos, anteriormente desconhecidos, quanto a morte de Sir Charles, foram acrescentados por Mortimer, o detetive não se conteve e aceitou o caso.

No dia seguinte, Holmes e Watson conheceram o último da linhagem Baskerville, e ficaram ainda mais deslumbrados com o caso, quando Henry os confessou certos acontecimentos estranhos que aconteceram desde que desembarcará em Londres. Em seguida, Holmes ordenou que seu amigo acompanhasse o Dr. Mortimer e Henry até Devonshire.

A partir daí, Watson e Holmes empenharam-se em descobrir a verdade por trás da lenda, resolvendo o mistério e salvando a vida de Henry.

Nesse romance, Sir Arthur conseguiu reunir, uma maldição sobrenatural, um pântano sinistro, vizinhos estranhos, mortes suspeitas, um criminoso fugitivo, e claro, dois detetives excepcionais. Tudo isso e muito mais em “The Hound of the Baskervilles”.

No cinema:

O livro foi adaptado diversas vezes para o cinema, entre 1937 e 2002, particularmente, a minha favorita é a de 59. Embora, muitas adaptações não sejam tão fiés ao livro, mesmo assim, esta é mais fiel que as versões anteriores, é digno de ser assistido, com uma direção apropriada para época e uma fotografia panorâmica bem charmosa, além de contar com um elenco consagrado.

O cão dos Baskervilles, 1959, foi dirgido por Terence Fisher, estrelando, Peter Cushing (Sherlock Holmes), André Morell (Dr. Watson), Christopher Lee (Henry Baskerville), Marla Landi (Cecile Stapleton) e Francis de Wolff (Dr. Mortimer).

 

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Recentemente, para ser mais exato, no dia 8 de janeiro de 2012, foi ao ar pela BBC, a mais nova versão televisiva de “The Hounds of the Baskervilles”, o segundo episódio da segunda temporada da série britânica, Sherlock. Completamente atualizada e revitalizada, a série reconta a história, publicada originalmente em 1902, com um formato mais próprio do século XXI. Com bases militares secretas, experimentos genéticos e mutações, e essas são apenas algumas das características dessa maravilhosa adaptação estrelada por: Benedict Cumberbatch, como Sherlock Holmes e Martin Freeman, como Dr. John Watson.

 

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A adaptação para o cinema mais conhecida é a de 1939, com o excelentíssimo ator, Basil Rathbone, que até os dias de hoje é considerado o melhor intérprete de Sherlock Holmes.

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