Ficção e História

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Em destaque!Indicação de LivrosLisa Hallowey

Você já ouviu falar na Guerra dos Canudos na escola? O famoso confronto entre o Exército brasileiro e os integrantes de um movimento popular sócio-religioso liderado por nada mais, nada menos que Antônio Conselheiro? Um confronto que ocorreu entre os anos de 1896 e 1897, na comunidade de Canudos, interior da Bahia? Claro que sim. O professor de História não ia deixar essa parte passar em branco.

Se você não lembra, vou refrescar sua memória. Resumindo: esse conflito aconteceu, nos anos de 1896 a 1897, interior da Bahia, como já havia dito. Foi liderado por Antônio Vicente Mendes Maciel (1830/ 1897).  Sua causa foi, os latifundiários não aceitavam o fato dos habitantes da pequena comunidade não pagarem impostos. Afirmavam também, que Conselheiro defendia a Monarquia. Esses foram apenas alguns fatores, que teve como consequências milhares de mortes, entre elas de crianças, mulheres e idosos. Muitos foram decapitados. A pequena comunidade foi destruída, e nosso querido Conselheiro foi assassinado. Essa é a história que todos conhecem. Existem alguns livros que falam sobre esse fato ocorrido na história. Entre eles está o famoso, Os Sertões, de Euclides da Cunha. Um dos mais importantes livros da literatura brasileira, onde Cunha, como correspondente de um jornal, relata o que presenciou durante as três semanas que passou no local onde houve o conflito. Essa obra inspirou muitas outras. Mas não é sobre esse livro que iremos falar.

Vamos falar sobre A Casca da Serpente, escrita por José J. Veiga.  Mas, primeiramente, quem é José J. Veiga?  Ele nada mais é do que, um dos maiores escritores da literatura brasileira. Nascido em Goiás, no município de Corumbá, no ano de 1915.  José teve seus livros publicados em vários países, e ganhou alguns Prêmios como o Prêmio Jabuti de Literatura e o Prêmio Machado de Assis. Sua obra mais famosa é A Hora dos Ruminantes (1966).

Em A Casca da Serpente, José J. Veiga reescreve uma narrativa sobre a história de Canudos. Nela, Conselheiro não morre e segue rumo a novas aventuras pelo sertão da Bahia, levando os sobreviventes do seu bando, e reconstrói uma “nova” Canudos.  Durante a narrativa, você encontrará várias palavras que não estamos acostumados, como: atilado, borralho, ceroto, restolho, entre outras. A história se torna até que engraçada. Mas como o próprio autor diz, que “toda história tem que ter um grau de credibilidade”, infelizmente, a nova Canudos não consegue seguir em frente.

Essa é uma obra não muito famosa, mas que vale a pena ser lida e compartilhada. Nem toda tragédia precisa ser contada do jeito que foi, pode ter um pouco de diversão. Afinal, quem conta um conto, aumenta um ponto. Aqui fica a dica da Lili. Espero que gostem.

 

Por, Lisa Hallowey

One Reply to “Ficção e História”

  1. Jô Basso Dos Santos disse:

    Adoreiiiii!!! não conhecia José J. Veiga!!!

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