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Feiras literárias pequenas e sua importância

O sonho de uma grande parte dos autores da esfera Rio-São Paulo é participar da Bienal do livro, meu sonho inclusive, que vai se concretizar daqui algumas semanas (aliás, quem quiser me conhecer, mais perto deixarei os dias e horários que estarei por lá, para a gente conversar, dar um abraço e tal). Entretanto, muita gente acaba desvalorizando feiras menores e em lugares mais afastados, a partir do preconceito que não existe público e que “não vale a pena” se locomover para longe para vender pouco. Para essas pessoas eu só tenho duas perguntas: como você acha que seus leitores e futuros leitores vão saber que você existe? Você realmente acha que na Bienal do livro só vai ter você de autor querendo chamar a atenção? Como algo que eu digo sempre por aqui, gente: vamos sonhar, mas sempre com os pés no chão. A Bienal do livro tanto do Rio quanto de SP são o sonho de muitos e por isso mesmo lota de autores e a cada ano que passa vai lotar mais, nunca foi tão fácil publicar um livro. Então, não achem que aquela feira pequena de bairro, de cidade pequena, em que você não vende nem dez livros, não vale o esforço, é claro que vale! Você se faz cada vez mais conhecido, você tem chance de contato com seu leitor e com outros escritores, tem chance de vivenciar histórias lindas!
Mas por que você está comentando tudo isso, Bia? Qual a razão deste artigo? Bom, nos dias 13, 14 e 15 de julho agora aconteceu a primeira Multi em Queimados, evento literário organizado pela Litere-se e principalmente por nossa editora chefe Perla de Castro (que apesar de ter o mesmo sobrenome que eu, não é minha parente haha). O evento foi em uma cidade pequena, que não está acostumada com o hábito da leitura, mas posso dizer com certeza que valeu cada segundo que estive lá. Conheci pessoas maravilhosas, leitores, futuros leitores e outros escritores, inclusive não aguentei e levei alguns livros para casa. As conversas foram maravilhosas e a interação também, é algo vivo, real, muito melhor do que simplesmente falar através da tela do computador. Apesar de estar parecendo uma capivara nas fotos, as guardo com muito carinho porque são memórias de um evento que me marcou muito. Não quero deixar de ir à Bienal, mas quero participar de todos os eventos pequenos e médios que eu puder, seja uma ida a uma escola, seja essas feiras literárias, ou mesmo eventos em livrarias. Não menosprezem o que pode e deve ajudar vocês, queridos escritores. Devemos sim alcançar os degraus mais altos, mas nunca podemos esquecer o nosso início, a nossa humildade. Podemos ir muito longe se nos unirmos, não se esqueçam disso. Até a próxima coluna!

Comments:
  • Elis
    27 de julho de 2017 at 03:14

    Muito bom. Também acredito no que vc falou. Temos que chegar perto dos nossos futuros leitores e Bienal só acontece de dois em dois anos. Vamos incentivar a leitura. Vamos fazer a difetença.

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