Está faltando Afetividade em sua Sala de Aula?

Diante de toda a gama de informações, da internet como propagadora de informações e entretenimento, dos jogos eletrônicos, da globalização, ainda se discute a falta de afetividade em vários setores da sociedade. Estranheza do fato? Mas é real! A falta de afetividade continua sendo o “algoz de muitas Instituições de Ensino”.

Afinal, é através da afetividade que nos identificamos e nos relacionamos com outras pessoas. Por isso, uma criança carente de afeição tende a encontrar dificuldades para se entrosar e se relacionar com as demais, o que acaba impedindo-a de participar adequadamente do processo de ensino aprendizagem. É muito importante que o educador tenha consciência da responsabilidade de contribuir para a construção da personalidade de uma criança.

Por isso, precisa estar atento à realidade de cada aluno, levando em consideração seu ambiente familiar e seu lado emocional. Quando um educador desconsidera a importância do afeto, está contribuindo para formar um indivíduo indiferente. Educador e aluno precisam estabelecer uma relação de amizade, respeito e confiança, e para isso, a afetividade é fundamental.

Sempre acreditei que para meus alunos aprendessem eu precisaria ser mais do que uma educadora que visasse apenas o desenvolvimento intelectual dos meus pequenos, algo a mais precisava ser exaltado, e, esse algo a mais seria a afetividade recíproca. Meus alunos aprenderiam através do afeto, do carinho, do olhar, do sorriso essa era a alavanca indispensável na minha prática escolar, sobretudo nas relações entre ensino e a aprendizagem.

Nós seres humanos somos movidos pelo desejo e pela paixão, portanto é possível identificar que as condições afetivas facilitam a aprendizagem. Desde a infância, a autoestima é alicerçada pela afetividade, pois uma criança que recebe afeto se desenvolve com muito mais segurança e determinação.

Na época em que trabalhei com as séries iniciais os recursos tecnológicos modernos ainda não estavam à disposição, então a aprendizagem aconteceria através do meu falar, do meu agir, do meu contato sempre carinhoso e sempre motivacional com minha turma. Sempre gostava de após as explicações, circular pelas carteiras e verificar se meus alunos estavam conseguindo resolver as atividades e entre as minhas voltas sempre os surpreendia com um beijinho carinhoso no “cangote” (pescoço) e dizia sempre:  Hummm, que cheirinho gostoso! A princípio, eles me olhavam e se arrepiavam com meu beijinho repentino. Mas com o passar dos dias fui notando que eles estavam vindo cada vez mais cheirosos e exibindo o “cangote”.

Lembro-me como hoje, que algumas mães na hora da saída me perguntavam o que eu estava fazendo? Pois seus filhos estavam com o hábito de se perfumarem e o local onde gostavam de encharcarem com perfume era justamente no “cangote”. Sorria e falava docemente, que essa era a minha estratégia para vê-los motivados, felizes e amados.

 

Até hoje, muitos deles, homens e mulheres com seus vinte e poucos anos lembram com carinho e saudade da época em que fui á professora que eles se lembram com ternura e amor. Sempre soube que não teria o poder de apagar os problemas que meus alunos encontravam em casa, mas com certeza conseguia preencher grandes vazios emocionais causados pelo abandono e a indiferença de algumas famílias.

Precisamos compreender que encontramos todos os dias vários olhinhos à procura de um fio de esperança, de um motivo para resgatar a alegria pela vida e pelo aprendizado, e às vezes acabam deixando de fazer simples gestos que poderiam ser de grande valia para quem tem tão pouco em termos afetivos. Gabriel Chalita, nos brinda coma a frase: “O elogio alivia as feridas da alma, educa a emoção e a autoestima”.

Elogiar é encorajar e realçar as características positivas. Há pais e educadores que nunca elogiaram seus filhos e alunos. Colocar amor no que se faz é essencial em qualquer profissão. Professores ajudam a formar cidadãos e a preparar para a vida e por isso precisam transmitir amor e afeto para que seus alunos possam espalhar os frutos desse aprendizado.

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