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Entrevista com o escritor Márcio Benjamin Costa Ribeiro

Entrevista com o escritor Márcio Benjamin Costa Ribeiro

por,Raquel Rasinhas

Raquel Rasinhas –  Você começou no wattpad ou publicava em outro lugar antes?
Márcio Benjamin – Até tenho wattpad, mas confesso que o uso muito pouco. Erro meu! Acho uma ferramenta muito interessante para ter contato com os leitores. Comecei a escrever e mostrar aos amigos, em uma época que nem havia internet, imagine só! (risos). Depois passei para o blog, o qual tive muito tempo http://(www.umanjopornografico.blogspot.com), e só depois arrisquei a publicação

Raquel Rasinhas – Fome é o seu primeiro livro publicado em físico? Poderia nos informar onde podem ser compradas suas obras?

Márcio Benjamin – Na verdade o meu primeiro livro foi um livro de contos chamado “Maldito Sertão”, lançado em 2012 pela editora Jovens Escribas, reeditado com mais histórias em 2015. Também é de terror, formado por uma coletânea de lendas rurais, por assim, dizer (risos): mula-sem-cabeça, lobisomem, papa-figo, dentre outros causos que todos já ouvimos, mas contados como história de terror mesmo! Me deixou muito orgulhoso, pois foi indicado duas vezes ao Troféu Cultura Potiguar, em 2013 e 2014, e me levou pra Paris esse ano; fui convidado pela Universidade de Sorbone para representar o Brasil, junto com outros escritores, na Primavera Literária Brasileira e no Salão do Livro de Paris. Também virou uma grapich novel cem por cento nacional que será lançada dia 10 de novembro, agora próximo mês, na Feira de Livros e Quadrinhos de Natal. Eles podem ser encontrados comigo, frete e autógrafo grátis, olha que beleza! (risos).

Raquel Rasinhas – Quem ou o que te inspirou a começar a escrever terror?

Márcio Benjamin –  Olha, eu sou um fã incondicional do terror desde que me entendo por gente. Acho um gênero muito honesto e criativo, duas qualidades que andam em falta na nossa arte, e que pode estimular muito a nossa mente, nos fazer refletir. Comecei com os filmes, assim como a maioria, né? Sexta-feira 13, A Hora do Pesadelo, e depois fui conhecendo e me apaixonando pela literatura de terror e suspense, como Lovecraft, Poe, e sempre, sempre Stephen King, eterno mestre. A inspiração veio desses aí, bem como de outros autores, os quais ainda que não façam terror, transitam pelo fantástico, o que também pode ser muito assustador: Cortázar, Marina Colasanti, García-Marquez, Borges, Carlos Fuentes, dentre outros. Naquela época, havia pouco terror nacional, e agora vejo com muita satisfação as coisas mudando e uma profusão de novos autores aparecendo, o que é ótimo, da mesma forma que o terror nacional cresce também em outros meios de expressão artísticos, como o cinema, por exemplo. Nos resta torcer e apoiar!

Raquel Rasinhas – Escreve outros gêneros?

Márcio Benjamin – Também sou dramaturgo, e apesar de estar bem parado, ironicamente, tenho muitas comédias escritas, tais como Hippie-Drive, Flores de Plástico (que é uma homenagem ao universo de um cineasta que curto muito, Pedro Almodóvar), Luz, câmera, arsênico, Uma história pra cantar, dentre outras. Se bem que não tão irônico assim, pois são comédias não tão leves e doces, como se espera delas (risos)

Raquel Rasinhas – Como você vê o crescimento da literatura de terror no Brasil?

Márcio Benjamin – Falei um pouco antes, mas é um prazer reforçar: acho foda! Acompanhar tanta gente boa estabelecendo o seu espaço é uma grande maravilha, até porque é um absurdo um país como o Brasil tão rico em cultura, em folclore, não se utilizá-los artisticamente para recriar o fantástico. Estamos em algumas batalhas de editais e habilitações de prêmios e fico muito feliz em dizer que existem vários projetos na linha do terror sendo pleiteados, torcemos por eles desde já! Também tenho contato via redes sociais com muitos desses artistas e é muito bom acompanhar o sucesso e qualidade dos seus trabalhos, não apenas em âmbito nacional como internacionalmente. Se bem que ainda falta muito do nosso apoio, por isso digo e repito: conheça, consuma e divulgue o nacional! Não só o artista merece como você, sem a sua cultura, não é nada.

 

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