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Entrevista com a escritora Glaucieni Reis

Olá amigos escritores e leitores!

Como vão?

Hoje a Revista Litere-se traz para você uma entrevista super bacana com a escritora de livros infantis e Colunista da Revista Litere-se.

Chegue mais e confira as experiências de vida de escritora de Glaucieni Reis.

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Perla de Castro – Quando a escrita entrou em sua vida?

Glaucieni Reis –  Os livros começaram a mudar minha vida na infância. Lembro-me que na 3ª e 4ª série (antigo primário), tive o privilégio durante 2 anos, de estudar com a Prof.ª Cleuza Santos no Instituto de Educação Geraldo de Almeida em Queimados / RJ. Foram os melhores anos da minha vida. Que Mestra maravilhosa. Inspirou-me a ler, interpretar e dar vidas aos personagens que lia. Começava então, a confeccionar minhas próprias histórias e lê-las no teatro da Escola.

Perla de Castro – Quando decidiu que era hora de escrever um livro?

Glaucieni Reis – Quando o sonhar tornou-se mais forte, mais latente. Com o passar do tempo fui percebendo que o mundo da fantasia, da imaginação, dos contos estava desaparecendo dos lares e das Escolas. Era perceptivo que as crianças não sabiam contar histórias, pois era mais fácil brincar com o tablet. As crianças não estavam mais interessadas em fadas, nem mesmo nas princesas encantadas. Então, resolvi dar asas a minha imaginação e começar a dar vida a personagens criativos, inteligentes, românticos, aventureiros e cheios de encanto. Criança que não lê, não consegue vivenciar as experiências da vida com otimismo, força, coragem e felicidade. Os contos infantis precisam ser resgatados para as asas fantásticas da Literatura.

Perla de Castro – De onde tira inspiração para escrever?

Glaucieni Reis – Pode parecer estranho, mais não faço a menor ideia! As ideias, os personagens me absorvem, invadem minha mente e começam a falar sem parar. Parece que “entro em transe” e tenho que ser rápida para não perder o momento exato das falas.

Perla de Castro – Quais suas influências literárias?

Glaucieni Reis – Bem, surgiram quando comecei a ler os clássicos da Literatura Infanto juvenil. Tais como: Memórias de Um Cabo de vassouras; Pollyanna Menina; Pollyanna Moça; Aventuras de Xisto; Meninos de Asas; A Volta ao Mundo em 90 dias; A Ilha Perdida; O diário de Anne Frank; Éramos Seis; O Pequeno Príncipe, entre outros.

Perla de Castro – De onde surgiu a ideia para seu livro, A árdua tarefa de nascer ( parte 1 e 2)?

Glaucieni Reis – Por motivo de saúde não pude ser mãe, mais antes mesmo de saber já havia escolhido os nomes de meus futuros filhos. Com o passar do tempo, vendo que esta possibilidade era nula, resolvi dar vidas a eles, que ganharam não somente vida, mas, encanto, doçura, delicadeza, uma magia que só uma mãe poderia fazê-lo. Creio que consegui fazer isso no Volume 1 e 2, onde Luís Miguel, o protagonista, consegue encantar, comover, inspirar e se mostrar fascinante aos olhos dos leitores.

 

Perla de Castro – Como funcionou seu processo de escrita do livro? Em quanto tempo conseguiu concluí-lo?

Glaucieni Reis – Como disse é questão de minutos, os personagens afloram de maneira impressionante, meus dois primeiros volumes foram escritos em 3 dias. Eles conversam ente si, e eu apenas vou dando-lhes espaço, roupagem, sutileza, vitalidade, e a história ganha corpo e vida.

Perla de Castro – Nos conte um pouco sobre como foi sua experiência na Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Glaucieni Reis – Ter estado na Bienal foi uma oportunidade de conhecer um vasto mundo literário, que até então desconhecia. Ganhei experiência, percebi que o mundo da leitura ainda precisa ser mais estimulado, fomentado, avivado e inflamado principalmente nos meios de comunicação. Percebi que, a maioria das pessoas que transitavam pela Bienal passavam, olhavam, achavam o trabalho bonito, mas no final do percurso não levava nada ou quase nada para casa. Aquele conto, aquela fábula, aquela história que seus filhos podiam ler ou serem lidos pelos próprios pais eram deixados como pequenos órfãos nos diversos setores existentes. Na Bienal, os livros infantis não possuem muita notoriedade. Os livros mais interessantes e vendidos são de  ficção, terror, sagas vampirescas ou séries surreais que enlouquecem os jovens pelo mundo afora.

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Perla de Castro – De onde veio o desejo de escrever para os pequenos?

Glaucieni Reis – As crianças estão lendo pouco ou quase nada. Trabalho em Escola e vejo que o interesse de crianças e jovens é voltado para as mídias eletrônicas. As bibliotecas precisam ser mais visitadas, os livros precisam ser folheados, crianças precisam viajar sem tirar o pé do chão, visitar outros lugares, culturas e crenças – assim como foi um dia. Criança precisa ter imaginação, sonhar, criar, inventar, e, assim, motivarem novas crianças e adultos com seus contos e encantos.

Perla de Castro – Qual conselho daria para os escritores que ainda não tiraram seus originais das gavetas?

Glaucieni Reis – Não posso dizer que a tarefa seja fácil, muito pelo contrário é árdua, cansativa, penosa e muitas vezes vocês ouvirão: Deixa disso! – Escrever não põe comida na mesa! Não seja tolo! Você não venderá nada! Escuta o meu conselho! Haverá dias que vão olhar para seus livros que ainda não foram vendidos e sentirão um gosto amargo na boca. Isso se chama desilusão, frustração, tristeza – sentimentos que tomarão conta de sua realidade. Vai doer, vocês se sentirão desmotivados e a vida aos seus olhos, parecerá madrasta. Mas, uma coisa que costumo dizer: se você não tentar, como saberá se dará certo ou não? Lembre-se: Sonhos não podem ficar engavetados por muito tempo, tire-os do fundo desta gaveta, limpe os rascunhos e espante a poeira do talvez, do será, e, quando vocês estiverem motivados, chegou a hora de mudar o rumo das suas histórias.

Perla de Castro – Deixe uma mensagem para nossos queridos leitores

Glaucieni Reis – De todos os livros que li, uma mensagem, um ensinamento foi acrescentado em minha vida. Meus pais tiveram pouquíssimo acesso à leitura, mas sempre que possível comparavam-me livros para que os lesse e depois contasse à eles a história e, assim, todos nós viajávamos incansavelmente por vários lugares pitorescos, onde éramos reis, rainhas, sultões, princesas e princeses. Nessas viagens, saboreávamos pratos exóticos, mergulhávamos nas mais lindas ilhas e sentíamos o frescor e a essência de todos os aromas existentes. Sentíamos nossa pele bronzeada pelo sol em uma praia onde éramos os donos. Fazíamos de nós as pessoas mais abastardas do mundo. E, entre uma história e outra, éramos felizes para sempre!

Queridos Leitores, querendo conhecer o meu trabalho, e conhecer a minha história como escritora, encontro-me à disposição para trabalhos em Escolas, Palestras e conferências em toda região Brasileira. Abraços Fraternos!

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E diretamente com a autora (autografado)

*Se quiser adquirir o livro diretamente com a autora, entre em contato com a Revista Litere-se!

 

Até breve, amigos!

 

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