“E não sobrou nenhum”

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Por, Emily Del Vecchio

O livro:

Enaosobrounenhum “E não sobrou nenhum”, também conhecido por “O caso dos dez negrinhos”, é um romance policial, repleto de suspense e assassinatos, perfeito para os amantes do gênero, escrito em meados do século XX, especificamente em 1939, pela notória “Rainha do Crime”, Agatha Christie.

A Ilha do Negro é o cenário, seus personagens são, o Juiz Wargrave, Vera Claythorne, Philip Lombard, Emily Brent, General Macarthur, Dr. Armstrong, Tony Marston, William Blore, Thomas e Ethel Rogers. Todos desconhecidos, com personalidades distintas, a única coisa em comum, era que cada um tinha um segredo.

Após o jantar, em sua primeira noite na ilha, o segredo de todos foi revelado, por uma voz vinda do gramofone. Logo que, acalmou – se os ânimos e todos tentavam entender o que estava acontecendo, ocorreu o primeiro homicídio, com claras referências ao poema “Os dez negrinhos”, que encontrava – se nos quartos de cada um dos hóspedes do misterioso senhor Owen.

 

Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;

Um deles se engasgou, e então ficaram nove.

Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito!

Um deles cai no sono, então ficaram oito;

Oito negrinhos vão a Devon em charrete;

Um deles quis ficar, então ficaram sete.

Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis

Que um deles se corta, então ficaram seis;

Seis negrinhos de uma colmeia fazem brinco;

A abelha picou um, e então ficaram cinco,

Cinco negrinhos vão ao fórum, a tomar os ares;

Um deles foi julgado, então ficaram dois pares.

Quatro negrinhos vão ao mar; a um tragou de vez

O arenque defumado, e então ficaram três.

Três negrinhos passeando no zoológico. E depois?

O urso abraçou um, e então ficaram dois.

Dois negrinhos brincando no sol, sem medo algum;

Um deles se queimou, e então ficou só um.

Um negrinho está sozinho, é só um;

Ele se enforcou, e não sobrará nenhum”.

 

Assim que o pânico foi diminuindo, os personagens perceberam que um dos dez bonecos que havia sobre a mesa de jantar, tinha sumido. Na manhã seguinte, ocorreu outra morte, mais uma vez com referências ao poema, e assim como na noite anterior, desapareceu um dos bonecos, restando apenas 8. O assassino, descrito pelo juiz, como um homicida lunático e perigoso, permanecia desconhecido.

A partir do momento, que eles souberam que não havia como saírem da ilha, por conta de uma tempestade, decidiram então, ocupar – se em descobrir a identidade do assassino e evitar que fossem as próximas vítimas.

 

vingadorinvisivelO livro foi adaptado para o teatro em 1943, com o título “Os dez indiozinhos”, encontra – se no livro “A ratoeira e outras peças”. Em 1945, foi para o cinema, com a direção de René Clair, com o título “O vingador invisível”, estrelando Barry Fitzgerald, Walter Hudson e Louis Hayward. Ao longo dos anos o romance policial retornou diversas ao cinema assim como para produções televisivas.

 

 

 

 

A autora:

Agatha Mary Clarissa Miller, ou somente Agatha Christie, nasceu em 15 de setembro de 1890, em Torquay, Inglaterra. Filha de Frederick, um americano, e Clara, inglesa, era a caçula de três irmãos. Além de escritora, Agatha também tocava piano. Em 1914, na véspera de Natal, a romancista casou – se com seu primeiro marido, um aviador, Archibald Christie, com que teve sua única filha, Rosalind, em 1919.top-10-de-agatha-christie.html

Em 1926, Agatha perdeu sua mãe, e aos 11 anos já havia perdido o seu pai. Além disso, Christie se divorcia. Em 1930, casou – se pela segunda vez, com o arqueólogo, Max Mallowan. No dia 12 de janeiro de 1976, ela morreu aos 86 anos, devido uma pneumonia, em Winterbrook, Reino Unido.

Durante sua carreira, Agatha acumulou diversos prêmios, entre eles o Grand Master Award, em 1954. Nos seus mais de cinquenta anos de carreira, escreveu 66 romances de mistério, 163 contos, 19 peças, inúmeros poemas, duas autobiografias, e ainda, sob o pseudônimo de Mary Westmacott, mais 6 romances. Seus personagens mais conhecidos são o detetive belga Hercule Poirot e a inglesa Miss Jane Marple. Foi a autora mais publicada de todos os tempos, não mais apenas que Shakespeare e a Bíblia.

 

4 Replies to ““E não sobrou nenhum””

  1. Professor Ivo L. disse:

    Dos melhores contos dessa escritora.

    Uma pena que a plenitude da produção pretensamente intelectualizada da atualidade perpasse para além da capacidade imaginativa de outrora.

  2. Continue assim compartilhando com esse ótimo trabalho, amei o seu tópico.
    Por acaso, você fará algum outro post sobre esse mesmo tema?

    Já está compartilhado e curtido! Bom trabalho!

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