Distopias do século XX (Parte 1)

Primeiramente, antes de falarmos sobre distopias, temos que entender o que significa uma distopia. Pois bem, distopia deriva de utopia, que pela definição de dicionário quer dizer: “Aspiração, ideia, projeto, de realização impossível”. Um exemplo bem genérico de utopia seria, uma vida sem sofrimento, turbulências. Agora, o que seria então uma distopia? No âmbito literário as distopias são marcadas por totalitarismo, autoritarismo e um opressivo controle da sociedade. Em tese, é exatamente o oposto de uma utopia, enquanto que ideias utópicas priorizam, na maioria, o bem-estar comum, a distopia faz o contrário. Nesse sequencial de quatro partes, serão apresentadas três distopias, duas, bem famosas e uma outra nem tanto.

Vale ressaltar que contextualizando com o período de crise, não só nacional como internacional que vivemos. A ascensão de políticos autoritários e extremistas que vem acontecendo, o mundo voltou um olhar mais atento às distopias, que podem ou não ser utópicas. E, dois bons exemplos de governos autoritários são: o Nazismo na Alemanha, liderado por Adolf Hitler, e o Comunismo na Rússia, sob liderança de Josef Stálin.

George Orwell

O nome mais conhecido dessa lista, sem dúvida, é ele: George Orwell. Autor de diversos livros, dois mundialmente conhecidos, “A revolução dos bichos” e “1984”, essa última sendo sua gloriosa distopia.

George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, nasceu em 1903, na Índia. Filho de um funcionário britânico e uma francesa, foi educado na Inglaterra. Jornalista, crítico e romancista, faleceu em 1950, devido a tuberculose.

Teve uma vida, eu diria, no mínimo curiosa. No período anterior a publicação de seu primeiro livro “Na Pior em Paris e Londres”, precisamente entre 1928 e 1930, viveu na miséria, chegando até a mendigar. Foi voluntário na Guerra civil espanhola em 1936, e em 45, durante a Segunda Guerra Mundial foi correspondente de guerra para a BBC. Foi nessa época que lançou, “1984”, livro que ele fala sobre a ameaça de governos tiranos.

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Aldous Huxley

Aldous Leonard Huxley, nasceu em 26 de julho de 1894, Surrey, Inglaterra. Filho de uma família de cientistas, teve uma educação privilegiada. Escreveu muitos livros, mas de longe o mais conhecido é “Admirável Mundo Novo”, lançado em 1930. Em que ele descreve um futuro tecnológico um tanto pessimista.

Foi, além de escritor, roteirista. Escreveu o roteiro de adaptações da Jane Austen, Orgulho e Preconceito, 1940, e Jane Eyre, 1944. Foi guru de uma comunidade hippie entre 1954 e 1956, nessa época ele escreveu “As portas da percepção”.

Viveu a maior parte de sua vida nos Estados Unidos, seu último livro foi “A Ilha”, 1962. Morreu no dia 22 de novembro de 1963, no mesmo dia em que J.F. Kennedy foi assassinado, suas cinzas foram dispersas na Inglaterra.

 

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Lauren Oliver

A bebê do grupo, Lauren Oliver. O que chama atenção em sua distopia, Delírio, é a semelhança com o livro de Aldous. Não a desfavorecendo, seu livro é tão bom quanto, e bastante interessante, pela perspectiva de: adaptação dos clássicos para a nova geração. Como, nas palavras de Lavoisier, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Lauren Oliver, nasceu no dia 8 de novembro de 1982, Queens, EUA. Formada pela Universidade de Chicago, e mestre pela Universidade de Nova York. Publicou seu primeiro livro em 2010, “Antes que eu vá”. Em 2011, “Delírio” foi lançado. A escritora, atualmente passa a maior parte do tempo em trens, ônibus e aviões e escreve sem parar, onde der. Uma viciada em café, dedicada em seus projetos.

 

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