Dicas e regras são verdadeiramente úteis?

Olá leitores!

Hoje vim conversar sobre algo diferente: regras existem na literatura?

De vez em quando eu venho aqui dar umas dicas do que eu, e mais algumas pessoas do meio, vivencio que devem ou não ser feitas em relação à escrita, sempre deixando bem claro quando isso é apenas meu ponto de vista ou se tem algum embasamento maior. Entretanto, vira e mexe vemos circular por aí listinhas, manuais e outras coisas do que se deve ou não fazer em relação à escrita. Seriam eles proveitosos? Vamos lá.

Antes de mais nada, não quero dizer com esse texto que todo e qualquer manual deve ser descartado, muito pelo contrário, tanto cursos quanto textos propriamente ditos podem ajudar muito quem está começando ou quem já escreve há algum tempo, o que devemos sempre ter em mente, entretanto, é o filtro. O que seria o filtro? Ele não vale apenas para literatura, mas sim para toda e qualquer informação que nos é enviada. Se não paramos para pensar se aquilo se encaixa ou não como o que vemos como verdade ou o que serve para nós, seremos apenas robôs, imitando mecanicamente os outros. Não podemos deixar de lembrar que literatura é uma arte, ela passa pela criatividade e não pode se prender a moldes fixos ou então teríamos apenas o mesmo estilo de história repetida em todos os livros que lemos. Regras e dicas servem para que olhemos para ela e nos perguntemos: “isso se aplica a mim e aos meus textos?” Olhe com calma, seja humilde e se responda. Se sim, ótimo! Você aprendeu algo e eu sempre digo que devemos estudar para os nossos textos. Caso não, abstraia e siga em frente.

Temos que levar em consideração que “regras” às vezes funcionam em uma língua e em outra não, então talvez a dica que seu escritor favorito deu funcione muito bem na língua inglesa, mas não seja tão bem aplicada em português. Além disso, o gosto pessoal também varia demais. Há quem diga que prólogos são perda de tempo, outros acham que é bom dar uma espiada no que pode acontecer no texto (eu por exemplo adoro quando é um pedaço do meio do texto posto antes, mas detesto quando é uma explicação interminável de páginas e páginas, mas vai que alguém gosta?).

Para encurtar a história, vamos para uma dica (siga-a se quiser!): leia com atenção e humildade todas as críticas positivas, listas de dicas, ideias e tudo mais, mas não deixe de se lembrar que você é um artista, que cada obra é única e que não existe jeito errado (a não ser que você fira o direito do outro, sendo preconceituoso, incitando violência ou comportamentos errados) de se fazer arte. Use seu filtro.

Por hoje é só, gente! Vejo vocês na próxima coluna!

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