Bienal: Parte 2 – Durante

Olá, queridos leitores! Aqui quem fala é um zumbi. Porém, o pós-Bienal vai ficar para o próximo post, hoje vou falar um pouco sobre o que foi viver a Bienal. Por mais que eu quisesse escrever para vocês durante os dias, foi impossível, o cansaço e a correria me impediram, portanto, estou aqui hoje para falar sobre esses dias mágicos e cansativos.
A primeira coisa que preciso dizer é: se preparem, tenham boas noites de sono antes e façam um estoque de lanchinhos! Vocês vão precisar. Toda a jornada começou comigo e minha admirável mãe levando os livros em malas para a Bienal (autora independente e família sofrem), mas já esqueci o peso quando pus o crachá no pescoço e entrei no primeiro pavilhão. O nervosismo só aumentou ao ver o meu livro em exposição em uma editora de frente para a Rocco (aliás, o que dizer daquele castelo, minha gente?), foi muita coisa para uma autora só!
Os dias se passaram longamente e ao mesmo tempo muito rápido. Estava fazendo um serviço para um outro estande, já que ainda não consigo viver só de literatura (plano B, gente, plano B) e o sapato que eu estava usando acabou com meus pezinhos. Mas isso é um assunto à parte, vamos voltar ao que interessa: o que foi ser autora durante a Bienal? Quem pensa que foi só alegria e diversão não está completamente certo. Foi simplesmente incrível ter pessoas que brilhavam os olhos a escutar sobre o que era meu livro, terem amigos passando por lá, levando Pietra e BM para casa ou simplesmente me dando um abraço e um sorriso, essas coisas fizeram tudo valer a pena. Conhecer alguns amigos autores e demais profissionais da área que eu só conhecia da internet, dar abraços apertados, conversar com eles e levar seus livros para casa também foi maravilhoso. Entretanto, preciso falar dos pontos negativos até para tentar alertar quem está começando. Vender não é fácil. Eu e outros autores fizemos pequenas loucuras para chamar atenção e, infelizmente, haverá pessoas que vão levar isso como uma concorrência e com rivalidade, criando situações complicadas. Pode ser que na primeira vez você dê sorte e seu livro venda que nem água no deserto, mas pode ser que não e isso não significa que o que você escreve é ruim, porque tudo depende do lugar que você ficou, da editora e tudo mais. Nós, autores, normalmente somos muito tímidos, é difícil mesmo descobrir o jeito certo de divulgar e de vender.
Agora, dicas sobre os dias de Bienal que eu vivi: não esqueça da água e dos lanchinhos! É importante se cuidar! Use roupas confortáveis! Encontre amigos escritores e se ajudem! Aproveite as suas mesas ao máximo!
Bom, por hoje é só! Ainda estou o bagaço da laranja, mas se alguém tiver alguma pergunta, é só falar! Até mais!

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