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As Obras de Literatura Infanto-juvenil nas Escolas

Seria vil de minha parte alegar que todas as Escolas existentes não trabalhem de modo lúdico, prazeroso e criativo as histórias contadas ou lidas pelas crianças. Sim, algumas o fazem! Outras trabalham de modo ineficiente, antiquado, cansativo e sem motivação por parte de alguns mestres. Durante o tempo em que trabalhei com os pequenos, conheci uma professora que era uma verdadeira camaleoa.

Sempre gostava de fantasiar-se para narrar as histórias e acrescentar um tempero a mais para que as crianças ficassem com os olhinhos arregalados e chegassem em casa eufóricos contando aos pais como fora o seu dia na Escola e o que haviam aprendido. E, para sorte de minha intrépida colega, nossa Escola possuía um belo teatro.

E, assim, aquelas aulas eram extremamente atrativas, pois conseguia-se trabalhar a imaginação, o suspense, a fantasia com mais espaço e num ambiente propício para transformar as crianças em protagonistas das histórias. Como ela adorava ver e sentir a emoção vivida por um pequeno interpretando o lobo mal da história, além da fantasia usada, a performance teatral era bem trabalhada.

Adorava ouvir o som dos uivos e o desespero vindo da menina que iria visitar a vovozinha no bosque. A cesta cheia de guloseimas caindo e rolando pelo palco dava ao público convidado uma sensação de êxtase e medo. A chegada na casa da vovó era o ápice. Enquanto o lobo mal se ajeitava e preparava a sua melhor cara de mal, lá dentro da casinha encontrava-se uma vovozinha preparada para acabar com a farra do lobo mal. Deitada na cama a doce netinha, meiga, bondosa e ingênua esperava por seu trágico fim.

Nas peças teatrais o enredo da história era transformado segundo a criatividade e imaginação de cada criança. Na primeira semana seus pequenos eram convidados a lerem a história que quisessem e depois fazia-se um sorteio para verem qual história seria trabalhada por eles, isso incentivada e os chamava a responsabilidade ao comprometimento com textos originais para que fossem moldados conforme a apreciação do grupo.

Vou contar-lhes um segredo. – Nem sempre aquele professor estressado, com olheiras, falando sozinho, rascunhando papéis amarelados, esquecendo e perguntando onde estão seus óculos ou a chave do carro, odeia o que faz ou se queixa do pouco que ganha! Pode ter certeza, esse é louco pelo que faz!

Vivo num Universo onde tenho a oportunidade de ver todos os dias, mestres louquinhos pelo que fazem, que dão o melhor de si, pelo sorriso e satisfação de seus pequenos. Fazem mágica com que ganham e ainda possuem orgulho de serem mestres por amor e com amor. Agora se você se tornou mestre pelo fato de ter duas férias ao ano ou por falta de opção, lamento pela vida triste, monótona e cansativa que vive.

A vida é feita de escolhas. Por mais indecisos que sejamos, ao abrir os olhos pela manhã, teremos que optar entre permanecer na cama esquecendo as horas, ou levantar e encarar a vida com otimismo.

A opção continua na primeira refeição da manhã: café preto sem açúcar e adoçante, pão francês com margarina, pão branco, frutas, cereais, chá e mel ou apenas um suco de pitanga.

O que fazemos com cada uma dessas coisas é o que estaremos fazendo com o nosso dia: alegria ou tristeza. Vitórias ou derrotas. Pense nisso e escolha o que você deseja para você e para as pessoas que os cercam.

Glaucieni Reis

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