Apresentamos Washington Soares!

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EntrevistasQuem somos?

Ele é carioca de nascença e de alma, mas mora há dez anos fora do Rio de Janeiro. Viveu sete anos em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) e lá começou a trabalhar como professor de História, sua área de formação, Sociologia e Filosofia. Atualmente reside em Redenção, sul do Pará e, quem sabe um dia, estado do Carajás.

1601481_768440056545909_885764250100143785_nWashington é nosso escritor de temática urbano-policial. Já publicou contos em antologias organizadas pela Editora Illuminare (Psicopatas e Natal sem Luz, 2016), pela Editora Oito e Meio (Escritor Profissional Volume 3, 2016) e nas Revistas da Litere-se. Além disso, ele ficou em  3º lugar no Prêmio Cataratas de Contos e Poesias de 2017, organizado pela Fundação Cultural de Foz do Iguaçu.

Desde muito novo gosta de leitura. Os quadrinhos foram – e ainda são – a primeira paixão. Neil Gaiman, Alan Moore e toda aquela galera da Vertigo são grandes referenciais para ele. Gosta também de cinema, teatro, fotografia e artes em geral. Seu sonho de adolescente era ser desenhista, depois dono de uma loja de quadrinhos. Bom, quem sabe um dia ele abre uma loja!  Pelos ídolos dele já dá pra perceber que só vai ter material de qualidade!

Vamos conhecer mais sobre nosso escritor-professor-nômade-policial!

 

1 – Conte um pouco sobre como foi seu começo no mundo dos escritores.

Eu comecei a escrever, de forma séria, há dois anos. Antes disso, todos os meus projetos tinham parado. Aprendi que escrever é pôr as ideias no papel e seguir até o fim. E isso não é tão fácil. Depois percebi que precisava de conhecimento teórico e técnico, por isso fui atrás de livros e oficinas que pudessem me enriquecer.

Hoje mantenho um perfil no wattpad e, sempre que possível, envio um conto para antologias. Já tenho alguns contos publicados.

 

2 – Lembra qual foi o primeiro livro que você leu?

Não lembro exatamente do primeiro livro que li, mas a primeira lembrança de livro que tenho era um com histórias do Antigo Testamento ilustradas, que a minha avó lia para mim. Foi ela quem me alfabetizou e, talvez por isso, esse livro é o primeiro que me vem à mente.

 

3 – Quais são seu autor, seu gênero e sua obra favoritos?

Essa é uma pergunta difícil, pois sou eclético. Se a história for boa, o gênero não me importa. Portanto, seria mais fácil dizer quais são os meus autores favoritos dentro de cada gênero. Mas, tentando responder à pergunta, acho que o meu gênero favorito, aquele em que me sinto mais confortável para escrever, é a ficção policial. Dentro dela, quem mais me impacta é o Rubem Fonseca, e é também dele a obra do gênero que mais gosto, o romance Agosto.

 

4 – Que tipo de coisas você procura mostrar nas suas obras?

Eu gosto de explorar a complexidade da vida urbana. Dentro das grandes cidades, foco na impessoalidade e na solidão das relações, na banalidade da violência, no embrutecimento do cotidiano, na desigualdade social e na desumanização das pessoas, no encontro de forças opostas, nos pequenos gestos amor que insistem em existir e que jogam as pessoas umas contra as outras e contra a violência cotidiana. E outras tantas temáticas decorrentes da vida em cidade.

 

5 – Quais são suas influências literárias?

Dentro do gênero policial, gosto de autores que buscam trabalhar com temáticas de grandes dimensões. O crime, em si, deve servir como espelho para explorar as relações sociais e emocionais que os envolve. Raymond Chandler, Luiz Alfredo Garcia-Roza e muitos outros.

Entre os clássicos, gosto daqueles que exploram aspectos ligados à existência humana, principalmente a sua dimensão trágica. E aqui não há gênero, ou qualquer outro critério além da beleza da história. De Sófocles à Milan Kundera, passando por Graciliano Ramos, Gabriel Garcia Marques, Yukio Mishima, Pedro Juan Gutierrez, José Saramago etc. A lista é imensa.

 

6 – Quais as maiores dificuldades para escrever no dia a dia?

Acredito que seja conseguir tempo. A maioria dos escritores no Brasil não vive de escrever livro, no sentido de que não pagam as contas. Muitos colegas de profissão estão ligados ao mundo literário, proferindo palestras, ministrando oficinas literárias etc. Outros tantos não têm a mesma “sorte”. Eu, por exemplo, sou professor de História. E pai de dois filhos pequenos! Ou seja, neste momento, o que me falta é tempo mesmo…

 

7 – O que você faria se fosse proibido de escrever?

Escreveria escondido! (risos)

Se não pudesse mais escrever, certamente meu mundo seria menos interessante.

 

8 – Como você descobriu que queria ser escritor?

Quando eu era adolescente, e lia muitos quadrinhos, também comecei a jogar RPG. Como alguns dos meus amigos eram mais preguiçosos em criar histórias, muitas vezes fiquei com o papel de narrador. Foi ali que percebi que tinha um pouco de talento para criar histórias (se elas são boas ou não, já não me atrevo a dizer).

Entrei na faculdade de História porque gosto muito de saber como o passado ainda influencia o presente. Entretanto, o gosto pela literatura nunca me abandonou. Lembro-me que, quando a minha turma recebeu o resultado da primeira prova de Filosofia, o professor nos disse algo do tipo: “Vocês, em geral, escrevem muito mal.”. Muitos tomaram como uma bronca, mas eu entendi como um alerta. Não deu outra: no dia seguinte passei numa banca de jornal perto da faculdade e comprei dois livros de uma coleção. Eram eles Todos os nomes, do José Saramago e Vastas emoções e pensamentos imperfeitos, do Rubem Fonseca. Depois que os li, descobri que queria escrever como eles.

 

9 – Onde os leitores podem te encontrar?

Atualmente eu tenho um perfil no wattpad. Lá eu disponibilizo alguns dos meus escritos.

https://www.wattpad.com/user/WashingtonSoares5

Também tenho um blog, que usava antes do wattpad.

http://contosasperos.blogspot.com.br/

E, por fim, tenho uma coluna no portal da Revista Litere-se.

http://revistaliterese.com/category/colunistas/washington-soares/

 

10 – Mande um recado para os novos escritores!

Quero pedir para que continuem lendo. Leiam os clássicos, mas leiam também os novos escritores nacionais! Num país em que a leitura é assunto maldito, mal tratado e pouco valorizado, os leitores são os atores que mudarão para melhor essa situação. Acreditem no poder humanizador da escrita e da leitura.

Grande abraço.

One Reply to “Apresentamos Washington Soares!”

  1. Beatriz de Castro disse:

    Muito legal saber mais dos colegas!

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